sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CONVERSÃO DAS ESTRUTURAS. PARA QUANDO?

Henrique Faria

As nossas pastorais têm uma visão mais estrutural de conversão, eu sei, mas foram engolidas por um movimento autodenominado libertador que se utiliza com eficiência de técnicas de marketing voltadas para a cultura mística, intimista, egocêntrica, devocionalista e conservadora do nosso povo. O que tem levado multidões às nossas igrejas, hoje, especialmente às quintas feiras - lembrando que o dia preceitual do culto é o domingo - e às novenas, setenários e quaresmas temáticas é essa espiritualidade que contempla a própria cura e libertação de cada fiel, alienada do processo de cura e libertação das estruturas sociais.
Enquanto o nosso povo não for convertido em sua cultura, nossa religião não conseguirá converter as estruturas. Como transformar a cultura do nosso povo em uma cultura verdadeiramente libertadora se essa mentalidade devocionalista e conservadora é o que sustenta nossos pastores, muitos deles ególatras e autodúlicos (aqueles que promovem a própria veneração), moldados à imagem e semelhança da Igreja curial romana, que nem Francisco, o original, conseguiu transformar?

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