sexta-feira, 21 de abril de 2017

LULA: UM SER PRIMITIVO OU PATOLÓGICO?


Henrique Faria

Nós temos uma tendência recolhida para o crime. A honestidade, a moralidade, a ética são virtudes que convivem com a nossa propensão ao maquiavelismo, ao gersonismo, ao mandonismo, à egolatria, à omissão. Anjos e demônios disputam a nossa índole e, convenhamos, os demônios falam mais alto considerando-se o que se vê de bondade e de maldade acontecendo na história.
Mas, o homem é um ser bom por natureza, e suas virtudes foram aflorando à medida em que foi aprendendo a viver em comunidade, percebendo, através da liberdade, que poderia fazer suas escolhas. No entanto, alguns de seus vícios – que o envergonham – já estavam latentes em sua condição primitiva de quadrúpede e foram sendo censurados com a evolução, exatamente pelo convívio social.
O que acontece com alguns seres humanos é a sua dificuldade em ter evoluído da sua condição de australopithecos (o ancestral do homem moderno) para a condição de homem evoluído. Entre algumas expressões legadas pela evolução humana, a capacidade de corar, inexistente nos animais, é uma aquisição do homem evoluído e um dos sinais que o diferenciam do homo erectus e dos seres irracionais. Darwin considerava a “corajem” (com “j” mesmo, que, se não existe no dicionário de português, acabo de inventá-la como um substantivo decorrente do verbo “corar”) “a mais popular e humana de todas as expressões”.
Eu não busco na ortodoxia lombrosiana a tendência atávica que explica a delinquência como herança do homem primitivo, mas sou tentado a pensar que, diante de tanta maldade que se vê em certos seres humanos, alguma coisa não evoluiu no seu cérebro, ou que, diante de tanta “cara de pau”, ou seja, de tanta incapacidade de corar – entenda-se falta de vergonha na cara – o cérebro de algumas pessoas cresceu em descompasso com a evolução humana e seriam necessárias mais algumas centenas de milhares de anos para que essas pessoas – que têm uma expectativa de vida de oitenta anos ou pouco mais – vivessem para se despojarem do australopithecos e assumirem o homo hodiernu , com licença para gastar um pouco do meu macarrônico latim.
É o caso de Lula. Ou alguém tem alguma dúvida de que ele comanda uma organização criminosa? Ou de Eduardo Cunha. Este, então, quer tudo para si, muito mais esperto, com uma área do cérebro – a que maquina as ações criminosas – mais desenvolvida que a do bufusbarbatus, batráquio ancestral do dirigente petista, que nele ainda se encontra em estágio de evolução.
E por que eu digo que nós temos uma tendência recolhida para o crime? Porque pela nossa tendência ao gersonismo (levar vantagem em tudo), ao maquiavelismo (o fim justifica os meios), somos cúmplices na cultura do crime ainda latente na índole de pessoas como esses dois homo safatus, que, se não desenvolveram aquela parte do cérebro que os permita corar, evoluíram anos-luz na nossa frente, na região encefálica que comanda a safadeza e a canalhice.
Eles podem não ser criminosos por serem doentes ou primitivos. Mas, nós, que aceitamos “quem rouba, mas, faz” ou quem rouba, mas financia a nossa faculdade, a nossa-casa-nossa-vida, a nossa bolsa-miséria, somos coniventes com suas ações condenáveis.

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