sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

VIAGEM À VENEZUELA - FEVEREIRO DE 2014


Dia 05.02.2014. Viajamos para a Venezuela, eu e a Angela, onde passamos três semanas, hospedados na casa da Andréia e do Paulo. A situação política fervilhava. Já estávamos lá quando foi preso o lider da oposição ao governo Maduro, Leopoldo López. Muitas manifestações nas ruas. O governo respondia pesado contra o povo desarmado. Bombas, tanques de guerra, artilharia pesada, gás lacrimogêneo ocasionaram dezenas de mortes naquele fevereiro de 2014.
O apartamento em que ficamos situa-se na cidade de Chacao, subúrbio de Caracas, cidade muito bem cuidada, praticamente emendada com a capital venezuelana e onde López foi prefeito em dois mandatos (2001-2004, eleito com 51% dos votos; e 2005-2008, reeleito com 80% dos votos). Do apartamento ouvíamos os tiros, bombas e sirenes que reprimiam as manifestações no centro de Caracas. No Chacao também houve manifestações e repressão, inclusive na rua em que estávamos. As manifestações ocorriam geralmente depois das 17 horas. Antes disso podíamos passear calmamente pelas ruas centrais da capital.

Chacao (Grande Caracas) Parque Miranda, em 07.02.2014




CARACAS - MONUMENTO AOS PRÓCERES (08.02.2014)

O passeio ao Paseo de Los Próceres é muito bonito. Lá existe um grande monumentos dedicado às figuras mais ilustres da história da Venezuela. Ali acontecem os grandes desfiles patrióticos, onde o presidente se expõe ao povo. É um lugar bastante amplo, com monumentos, fontes e lagos.









HÁ PROPAGANDA DOS GOVERNOS SOCIALISTAS DE HUGO CHAVES E MADURO POR TODO CANTO



VESTÍGIOS DO CAPITALISMO: HARD ROCK CAFE DE CARACAS - O Hard Rock Cafe fica em um dos shoppings centers de Caracas. Na foto, eu, a Angela e o Paulo


09.02.2014 - CASA DE BOLIVAR, CARACAS



11.02.2014 - PRAIA EL CARACAS - MAR DO CARIBE
Angela e Andreia



11.02.2014 - EU E A ANGELA NA PRAIA DE NAIGUATA


16 e 17.02.2014 - PASSEIO AO PARQUE NACIONAL DE CANAYMA E SALTO ANGEL

Foi um passeio muito bonito. Mas, de certa forma, o hotel em que ficamos, bem no meio da selva amazônica, não explicou direito como era a nossa estadia lá. Foram três vôos rápidos. O primeiro, num avião para 120 passageiros, de Caracas a Puerto Ordaz. O segundo, para 18 passageiros, de Puerto Ordaz até o parque de Canayma. O terceiro, um teco-teco de 5 lugares, do hotel até uma aldeia indígena.
Chegamos 11 horas da manhã e nem tomamos posse dos nossos quartos. Numa correria danada, tomamos um lanche, guardaram nossa bagagem em algum lugar, e os guias foram nos apressando para iniciarmos o passeio de canoa pelo rio Corral até o Santo Angel. O rio estava baixo e houve momentos que os dois índios-guias desciam para empurrar o barco para que não encalhasse nem prejudicasse as hélices do motor. A viagem estava prevista para três horas. Levamos cinco. Ficamos sem almoço, o hotel providenciou umas garrafas de coca-cola e uns mistos-frios sem-vergonha, que no máximo, enganaram o estômago. Chegamos até a trilha do Salto Angel já às 16 horas. Ali era o acampamento onde passaríamos a noite. Fomos numa turma de pessoas: eu, a Angela, a Andreia, o Paulo e aezuela.  Alice, a Leda e o Marcos, mais o Akira, esses últimos cinco amigos do Paulo e da Andreia, brasileiros também que moram na Venezuela. Destes, apenas eu, o Paulo e a Alice mais o Akira subimos até o Salto Angel. Os outros ficaram no acampamento.
Tínhamos pouco tempo para chegar até o Salto antes que escurecesse. Foram mais ou menos 45 minutos de trilha. Eu quase fiquei no meio do caminho. Estava com muita dor na coluna, com muita dificuldade para caminhar. Chegou num ponto que eu sentei num lugar e falei para a turma seguir sem mim, que eu os esperava na volta. O guia insistiu que eu continuasse, pois seriam mais uns dez minutos de caminhada até chegar ao Salto. Fui, então. E valeu a pena. O Salto Angel é maior queda d'agua do mundo, com 979 metros de altura. A água que cai lá de cima, quando chega ao chão é quase uma névoa. A volta foi um perrengue danado. Chegou a noite e ainda estávamos na mata. O guia, naturalmente, conhecia super bem o caminho. E tínhamos umas lanternas. Mas eu sofri pra caramba. Todo mundo estava com muita fome. Destaque para a Alice (8 anos) que subiu e desceu a trilha falando, cantando, sem parar. Não reclamou de nada. Tirou de letra.
Chegamos, de volta da trilha, já mais de oito da noite. Os que estavam no acampamento também estavam com muita fome. Só então os guias resolveram assar uns frangos, que já estavam lá no acampamento, para o jantar. O jantar foi um parto. Demorou um absurdo. Só conseguimos comer os tais frangos por volta das 22h30. Esperando o jantar, começamos a beber run, que o Akira tinha levado. Eu acho que bebi um pouco demais. Jantamos e fomos para a rede. Não sei como consegui dormir porque girava tudo.
Na manhã seguinte fizemos a viagem de volta. Tanto na ida como na volta a viagem é belíssima. Cada curva do rio era uma surpresa. Lugares paradisíacos. Acho que foram as paisagens mais lindas que eu já vi na vida. Chegando ao hotel, mais um passeio até uma aldeia indígena, onde tinha uma das mais bonitas cachoeiras do parque. Eu não consegui chegar até lá. Fizemos uma viagem de teco-teco que balançava tanto que parecia que ia desmontar. Como eu tinha bebido muito run à noite, o fígado véio começou a chiar. Cheguei à aldeia branco como uma cera e fomos eu e a Angela descansar numa oca. Eu não aguentava parar em pé. Alguém comentou quando desci o teco-teco: "olha o cara-pálida chegando...".
Chegamos à tarde no hotel. Aí sim, aquela mordomia. Pudemos descansar nos jardins à beira do rio Corral, depois um jantar maravilhoso e um sono repousante.


Dos três vôos que tomamos para o passeio de Canayma, este foi o segundo: um avião para 18 passageiros. Nós estamos lá no fundo. O resto da turma na frente.


Foram 5 horas de canoa subindo o rio Corral até chegar ao Salto Angel.


Olha a nossa turminha aí: Eu, Angela, Alice, Andréia, Marcos, Leda, Akira. O Paulo fotografou


Em cada curva do rio uma surpresa. Paisagens paradisíacas. Acho que as paisagens mais bonitas que já vi na minha vida


Olha eu aí, pertinho do Salto Angel. Ralei pra chegar até lá. Pra voltar, outra ralação, já de noite.


Salto Angel: a queda d'água mais alta do mundo. 979 metros de altura.


Banho tomado, depois da trilha do Salto Angel, muito run enquanto o jantar não ficava pronto


E tome frango assado! Todo mundo morrendo de fome. A Angela começando a passar mal. Na foto, eu, o Paulo e a Alice, a heroína da caminhada.


Aí a Angela mais alegrinha. Finalmente, depois de quase doze horas, uma comida parecida com o decente.


Devidamente alimentado e, principalmente, chapado de tanto run, o descanso merecido.


Na manhã seguinte, 17 de fevereiro de 2014, a primeira pose de oficialmente aposentando, na base do acampamento com o Salto Angel ao fundo.




A viagem de teco-teco até uma aldeia indígena para mim foi uma tortura. Ressaca da bebedeira de run na noite anterior.


Não fomos à cachoeira com a turma, devido ao meu estado. Mas, mesmo assim, até que não saí ruim na foto....


A turminha aí. Perdi esse passeio


O Salto Angel visto do teco-teco.


Na volta, viajei ao lado do piloto. O teco-teco parecia que ia se desintegrar de tanto que tremia



Esse tucano do hotel não dava sossego. Em todo lugar que a gente se sentava ou deitava no jardim, o bichinho vinha bicando a gente como se tivesse ciumes do lugar dele.


A ressaca não me permitiu esse passeio


... nem esse


Esta é a vista dos jardins do hotel em que ficamos


Jantar para encerrar o nosso passeio a Canayma.

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