segunda-feira, 18 de setembro de 2017

JÁ SE FOI O TEMPO EM QUE O CRAQUE "COMIA" A BOLA


Eu leio no Face, em rompantes de ufania patriótica, o que um torcedor escreveu contando que o jogador tal (brasileiro), em transferência de um grande clube europeu para outro, vai levar, só pra ele, 30 milhões de euros por ano, enquanto durar o seu contrato de cinco anos.
Hoje o euro está cotado em pouco menos de quatro reais. Ou seja, o bonitinho vai ganhar 10 milhões de reais por mês ou, para nos matar de inveja, 330 mil reais por dia! É isso mesmo? É tanto zero que eu acabo me confundindo...
Ah... Fala sério! Nada mais imoral num planeta em que a fome endêmica atinge quase 1 bilhão de pessoas! Isso tudo pra brincar com uma bola, além de dar passes errados, errar pênaltis decisivos, marcar gols contra, levar cartões amarelos ou vermelhos que o alijam da disputa; enfim, exercer a sua profissão nem sempre com competência.
E eu, aqui, rezando o meu Pai Nosso e engolindo uma prosaica lasanha congelada com a consciência pesada, me lembrando de umas carinhas pretinhas, crianças esquálidas que se mumificam em vida porque não têm o que comer...
A humanidade é cruel. Quem não faz, aplaude a injustiça social em todas as suas formas de expressão, especialmente naquelas em que a mídia elege alguém para comer bem pelos quase 1 bilhão de pessoas que passam fome.
Já se foi o tempo em que o craque “comia a bola”! (Henrique Faria)

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