sábado, 30 de setembro de 2017

COMO "ERA" O LIMBO, SEGUNDO A IGREJA CATÓLICA


Imagine que Deus é um bolo de chocolate. E os anjinhos são a cereja do bolo. É muito difícil uma criança que não goste de bolo de chocolate.
Durante séculos a Igreja Católica ensinou que a criancinha que morre sem ser batizada, não vai para o céu porque, afinal, é o sacramento do Batismo o passaporte para o Paraíso. Mas também não iria para o Purgatório e, muito menos, para o Inferno. Foi então que se arranjou um jeitinho para que as criancinhas pagãs (que, afinal, são puras e inocentes e do pecado original de que são portadoras não lhes cabe qualquer culpa, nem tampouco por não terem se livrado dele) desfrutem da eternidade num lugar lindo, maravilhoso, porém, privadas da visão beatífica de Deus e dos anjinhos, que fazem uma farra danada no céu, correndo pra cima e pra baixo ou, no caso dos mais velhos, tocando harpa para o Senhor ouvir.
Mais ou menos assim: o Limbo é uma grande Confeitaria onde os espíritos infantis podem se esbaldar nos escorregadores, carrosséis, pula-pulas, piscininhas de bolinhas e se lambuzar à vontade nos doces, sorvetes, sucos, merengues, tortas, chantillys, sem que as mamães chatas os interrompam nas brincadeiras, dizendo que está na hora de ir embora. Mas... Tem uma coisa: nessa Confeitaria não existe bolo de chocolate. Nem com cereja, nem sem. (Henrique Faria)

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