sábado, 30 de setembro de 2017

FRANCISCO DIANTE DOS MITOS


Eu vejo essa polêmica toda sobre a posição do papa Francsco a respeito de uma revisão nos conceitos que envolvem católicos em segunda união, franqueando-lhes o acesso à Eucaristia, e outros que envolvem o celibato dos sacerdotes, e fico pensando em certos conceitos seculares que vão sendo revistos pela Igreja, como por exemplo, o das indulgências, do limbo, e outros.
Vamos ser francos: aquela história de que a gente trocava meia dúzia de ave-marias por um desconto no período de estágio no purgatório, nem na minha preparação para a primeira comunhão eu não acreditava – porque foi assim que eu e mais alguns bilhões de católicos aprendemos.
E o limbo? Outra balela secular que nunca desceu pela minha garganta. Aliás, não só na minha, mas igualmente na do cardeal Joseph Ratzinger (depois, Bento XVI) que, designado pelo papa João Paulo II aprofundou-se no estudo dessa “verdade” e chegou à conclusão de que o limbo é um mito.
Pra quem não sabe o que é o limbo, é aquele “lugar” para onde vão as criancinhas que morrem sem serem batizadas, que não podem gozar da bem-aventurança celestial. Considerando que o mundo existiu milhares de anos antes que fosse instituído o sacramento do batismo e que mais da metade da população da terra não é católica, nada mais oportuno que a canetada de João Paulo II, acabando com o tal “limbo”, que já se encontrava superlotado, transferindo a criançada toda para o céu.
Ah... Vamos e venhamos: é preciso que Francisco corresponda à nossa expectativa, detonando, mesmo, os mitos que fazem da Igreja Católica um incomensurável mausoléu.
(Henrique Faria)

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