sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PERDÃO HUMANITÁRIO PARA LULA. ESTAMOS EM 2045.


Henrique Faria

Que fique bem claro: Lula só não recebeu as chaves do triplex porque, na ocasião, Leo Pinheiro foi preso e ele viu que a coisa ia feder. Antes disso, já havia aceitado a troca de apartamentos, de um simples que a Marisa tinha comprado para um triplex especialmente adaptado para ele, com a diferença de preço, as adaptações (incluindo um elevador), mobiliário planejado e mobiliário convencional, tudo por conta da OAS. Já haviam feito duas visitas para conferir as adaptações, sendo uma delas com a participação do próprio Lula, fotografada. Malandramente – como é da índole do ex-presidente – ele pulou fora, jogando para o ar a propina recebida. É como se tivesse recebido uma mala com 2 milhões e meio de reais e tendo visto a polícia em seu encalço jogou a dinheirama toda para que não fosse flagrado com ela. O fato de ele não ter sido flagrado com o dinheiro, diante de tantas evidências de que ele havia recebido, não o inocenta.
O vagabundo tem mais seis processos nas costas. O do sítio de Atibaia já está em andamento. Pouca gente percebeu que na audiência sobre o tríplex, o juiz Sergio Moro ao inquirir Lula sobre a visita de Leo Pinheiro ao seu apartamento em São Bernardo do Campo, perguntou se o assunto tratado foi sobre o triplex ou sobre o sítio, e o idiota respondeu, tirando o foco do triplex, que fora sobre as reformas do sítio. Foi muito rápido. Moro não insistiu na resposta, mas, com certeza, a guardou para o próximo processo, o do sítio.
Lula vai ser condenado mais uma vez. E, se ele se compara a Mandela, pelo menos no requisito tempo de pena ele deverá superar o líder sul-africano, nos vinte e sete anos que Mandela  puxou na prisão. Quem sabe (?) ele possa ser comparado também a Fujimori e merecer o perdão humanitário antes de cumprir o tempo máximo permitido pela lei, de trinta anos de cana, ali pelo ano de 2046... Ou, melhor ainda, em 2045 quando teria que apagar as 100 velinhas na cadeia. 
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