segunda-feira, 16 de abril de 2018

LULA DEIXA DE SER UMA PESSOA PARA TORNAR-SE UMA IDEIA



Henrique Faria

Eu já afirmava, desde alguns anos quando me convenci do blefe que foi o projeto petista, que o PT não passou de uma ideia. Lula veio confirmar a minha assertiva no último dia 7 de abril quando afirmou que ele deixava de ser uma pessoa para ser uma ideia. Se eu quis apequenar a atuação do PT nos anos que sobrevieram à sua instalação no poder, Lula apropriou-se da minha frase de efeito para canonizar-se e se tornar efêmero.
Pode ser mesmo que, historicamente, Lula atinja a efemeridade. Afinal tantos outros o conseguiram: Efialtes (480 a.C.), Brutus (85 a 42 a.C.), Iscariotes (33 d.C.), Himmler (1900-1945), Hitler (1889-1945), e, mais aqui entre nós, Calabar (1609-1635), Silverio dos Reis (1756-1792), e outros personagens de versões contraditórias, como Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938), Luiz Carlos Prestes, o Louco (1898-1990), Jânio da Silva Quadros, o Ébrio (1917-1992).
É possível que, no futuro, próceres da corrupção venham utilizar máscaras com o semblante de Lula em seus desmandos como os anarquistas de hoje que usam a máscara de Fawkes, inesquecível traidor da Inglaterra do século XVII. Então, essa cara de rottweiler enfurecido poderá perpetuar a fúria lulopetista dando ideia da ideia em que se tornou o líder metalúrgico.
Iscariotes também tornou-se uma ideia: a ideia de traição. A história há de mostrar que, culpado ou inocentado, Lula há de se transformar na ideia de corrupção.


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